DORIS DÖRRIE

 

 

Kirschblüten - Hanami (2008), de Doris Dörrie

Happy Birthday, Türke! (Alemanha, 1992, cor).  Direção: Doris Dörrie. O detetive privado Kemal Kayankaya, turco criado por uma família alemã, é contratado pela turca Ilter para procurar seu marido Amend, desparecido desde a morte do sogro Vassif. Investigando o caso, o detetiva descobre o submundo da comunidade turca na Alemanha, e a experiência o faz assumir sua identidade étnica. A cineasta alemã tenta aqui recuperar algo da atmosfera decadente e colorida dos filmes de Rainer Werner Fassbinder com a ajuda de uma trilha sonora composta pelo compositor predileto deste diretor, Peer Raben. Mas falta à talentosa Doris Dörrie uma alma atormentada.

Kirschblüten – Hanami (Hanami – Cerejeiras em flor, Alemanha / França, 2008). Direção: Doris Dörrie. Com Elmar Wepper, Hannelore Elsner. Uma dançarina de Butô amadora e frustrada (Elsner), casada com um lixeiro (Wepper), recebe dos médicos a notícia de que o marido está às portas da morte. Sem coragem de contar a verdade aos três filhos – um casado com dois filhos, uma lésbica e outro solteiro que mora no Japão – ela decide apenas visitá-los com o marido. Os filhos sentem-se incomodados com a visita dos pais, que desarranja o cotidiano de suas vidas abastadas e mesquinhas, cheia de trabalho e de estresse. A amante da filha lésbica é a única personagem mais simpática e humana, que se dispõe a dar um pouco de atenção aos velhos. Quando o casal decide passar um tempo a sós no Mar Báltico, a mulher subitamente falece dormindo, durante a noite. O viúvo fica enlouquecido e passa a “incorporar” a esposa, usando secretamente seus vestidos, como forma de compensar seu comportamento diante da esposa, cuja vocação arística ele frustrou. E esse homem tosco, que nunca se interessou por Butô, decide visitar o filho no Japão para satisfazer a “esposa” que ele carrega na mala, sob a forma dos vestidos e colar que ela usava. Depois de perder-se em Tóquio, de freqüentar o bas-fond, de assistir ao florescer das cerejeiras e de irritar o filho com sua presença muda e incômoda, ele conhece uma jovem mendiga dançarina de Butô e empreende com ela uma viagem até o Monte Fuji. Mas o “Sr. Fuji é muito tímido” e está sempre encoberto. Até que, quando o viúvo passa mal de madrugada, sentindo os efeitos de sua doença fatal que ele desconhece ter contraído, apesar de medicar-se diariamente, provavelmente contra a pressão alta, ele se levanta e encontra o Monte Fuji numa visão esplendorosa. Diante dele, ele dança Butô vestido com o quimono da esposa morta e acaba morrendo também, unindo-se à mulher como “dois rolinhos de primavera”, deixando todo seu dinheiro para a jovem mendiga. O filho incinera o corpo do velho numa estranha cerimônia fúnebre japonesa e se despede da mendiga, agradecendo o que ela fez pelo pai. Com uma trama artificial e forçada, simbologia piegas e personagens antipáticos e até grotescos, o filme parece destinado a comover apenas certa “sensibilidade” alemã.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s