SHERLOCK HOLMES E A ARMA SECRETA

Sherlock Holmes and the Secret Weapon (1943),

Sherlock Holmes and The Secret Weapon (Sherlock Holmes e a arma, EUA, 1943, 80’ na versão inglesa, 68’ na versão americana, p&b e colorizado). Direção: Roy William Neill. Com Nigel Bruce, Basil Rathbone, William Post, Lionel Atwill.

O cientista Dr. Franz Tobel (William Post) inventou uma mira aérea que dá aos aviões bombardeiros uma precisão até então inédita. Ele deseja vender seu invento para os ingleses e precisa escapar dos agentes da Gestapo, que estão no seu encalço, na Suíça. Conta com a ajuda de Sherlock Holmes (Basil Rathbone) que, disfarçado de antiquário, consegue despistar os agentes que tentam sequestrar o inventor. Já em sua casa, em Londres, Holmes esconde as partes do invento desmontado em enormes livros encadernados esvaziados de seu miolo e encarrega o Dr. John Watson (Nigel Bruce) da missão de zelar pelo esquivo Dr. Tobel até a apresentação da mira ao exército britânico, na manhã seguinte. Contudo, o inventor apenas finge tomar o remédio para dormir que Holmes lhe administra e aproveita o sono do médico para dar uma escapadela e encontrar sua amante londrina.

Ao sair da alcova, de madrugada, sofre uma tentativa de sequestro, mas consegue livrar-se dos capangas. A apresentação do invento é um sucesso, mas logo descobrem que as peças escondidas nos livros foram roubadas. O inventor desaparece em seguida. A única pista é a amante, que revela que ele lhe confiara, na noite anterior, um envelope endereçado a Holmes, contendo estranhos desenhos. Mas ao buscar o envelope, ela o encontra vazio: também fora roubado. Holmes consegue, graças aos seus conhecimentos de química, reconstituir a nota pelos traços de pressão da escrita na agenda. Tratava-se de um código secreto. Por trás de tudo estava o gênio do mal, Professor James Moriarty (Lionel Atwill), que sequestrara o inventor, roubara as partes da mira e a fórmula de sua montagem. O destino da Inglaterra estava em jogo. A Scotland Yard, Holmes e Watson juntam suas forças para resgatar o inventor e impedir o traidor Moriarty de vender aos nazistas a nova e poderosa arma secreta.

O filme foi restaurado e lançado em DVD na edição americana original de 68 minutos em duas versões: a original em preto e branco e a colorizada. Embora eu não seja um defensor da colorização, bem ao contrário, devo admitir que a intromissão das cores funciona bem nesse filme e o torna até mais interessante. Não se tratando de um clássico, mas de um seriado de produção barata da Universal, que já nasceu como pastiche, a trama mescla dois contos de Sir Arthur Conan Doyle (“The Dancing Men” e “The Empty House”), atualizando-os para o ambiente da Segunda Guerra. A colorização empresta ao remix cores irreais, menos parecidas com as do sistema Tecnicolor da época que com as dos cartazes em tons fortes que anunciavam os filmes ou com as das lindas fotografias coloridas de Londres sob o bombardeio alemão durante a guerra.

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