PARK CHAN-WOOK

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Stoker (Segredos de sangue, 2013, 101′, cor). Direção: Park Chan-wook. Roteiro: Wentworth Miller. Com Nicole Kidman, Mia Wasikowska, Matthew Goode.

India (Mia Wasikowska) é uma adolescente americana que age como uma típica adolescente oriental catatônica, tornando-se vítima de piadas violentas dos colegas, que a tomam por uma freak. Arrasada com a morte súbita do pai, ela se sente incomodada e atraída pelo estranho tio Charlie (Matthew Goode), que se hospeda em sua casa após o velório.

Tio Charlie parece querer seduzir a viúva Evelyn (Nicole Kidman), que não disfarça sua indiferença pela morte do marido. A futilidade em pessoa, ela logo se sente atraída pelo jovem cunhado, que lhe parece ser o companheiro ideal, gostando como ela de ouvir música, passear, gazetear, passar o tempo sem fazer nada. Com todas essas qualidades, ele ainda por cima sabe cozinhar.

India desconfia do talentoso tio, mas Charlie ama a sobrinha desde que ela nasceu, presenteando-a com um par de sapatos horrorosos e masculinos a cada ano, até que ela faz dezoito anos e ganha um sapato feminino de salto alto. A governanta ajuda o tio Charlie em suas intenções malignas, mas como sabe demais acaba sendo morta e colocada dentro do frízer no porão da casa. 

Uma tia tenta alertar Evelyn sobre Charlie, mas ela não lhe dá ouvidos. Quando tenta se comunicar com India de um telefone público, a mulher é estrangulada pelo insano tio. O primeiro namorado de India tenta estuprá-la e tem o mesmo fim. Logo será a vez de Evelyn conhecer a verdadeira natureza de Charlie, na sequencia de maior suspense do filme.

O sul-coreano Chan-wook estreia em Hollywood com este thriller poético-pretensioso, que preenche com imagens estilizadas (os lindos cabelos cor de palha de Nicole Kidman, penteados pela filha até que os fios se fundem com um capinzal; as flores vermelhas do campo que são na verdade brancas, e tingidas de sangue; etc.) uma trama bem elaborada, mas desvirtuada por valores turvos.

Estreando como roteirista, o ator Wentworth Miller (Prison Break) cruza várias referências disparatadas (de Bram Stoker a Alfred Hitchcock) para terminar sua narrativa de modo sádico, lançando ao mundo uma triunfante heroína do mal. Ao contrário do que sua fábula de terror pretende provar, seguir sua natureza não é tornar-se adulto e livre, mas refugiar-se na imanência para não assumir que se está, desde sempre, condenado à liberdade.

Uma resposta para “PARK CHAN-WOOK

  1. Otima estreia americana para o diretor da trilogia sobre Vingança

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