ALAN TAYLOR

Thor 2, o mundo sombrio

Thor: The Dark World (Thor II: o mundo sombrio, EUA, 2013, 122’, cor, aventura). Direção: Alan Taylor. Com Chris Hemsworth (Thor), Natalie Portman (Jane Foster), Tom Hiddleston  (Loki), Stellan Skarsgård (Selvig), Idris Elba (Heimdall), Christopher Eccleston (Malekith), Adewale Akinnuoye-Agbaje  (Algrim / Kurse), Darcy (Kat Dennings), Volstagg (Ray Stevenson), Fandral (Zachary Levi), Hogun (Tadanobu Asano), Sif (Jaimie Alexander), Frigga (Rene Russo, Odin (Anthony Hopkins), Richard (Chris O’Dowd), Tyr, o Deus da Guerra (Clive Russell), Capitão (Richard Brake), Atendente (Glen Stanway ), Paciente no hospício (Stan Lee), Capitão América  (Chris Evans), Taneleer Tivan, o Colecionador  (Benicio Del Toro), Atriz (Ophelia Lovibond).

Sequencia de Thor (2011), de Kenneth Branagh, Thor: The Dark Wrold se inicia com o super-herói do martelo restaurando a ordem no cosmos. Mas logo os Nove Reinos, em Alinhamento, são ameaçados pelo vingativo elfo Malekith, um inimigo sombrio da vida que só deseja destruir todo o universo, levando-o de volta às trevas através do uso do poderoso elemento Ether (uma metáfora óbvia da Energia Nuclear buscada atualmente pelo Irã).

Pesquisando, com a estabanada assistente Darcy e seu novo estagiário, uma passagem entre as dimensões do Alinhamento, a bela cientista Jane Foster cai num dos buracos bidimensionais e encontra o Ether, que penetra em seu corpo. Resgatada por Thor, ela é sequestrada por Malekith, que invade Asgard num momento de crise, quando o rei Odin manda prender o perverso e ambicioso filho adotivo Loki, que se alia aos inimigos na meta da usurpação do trono.

Fortalecido pelo Ether extraído de Jane Foster, Malekith enfrenta Thor e Loki, que se irmanam num combate extremo que começa em Londres quando o Alinhamento se consuma em Greenwich, com o Apocalipse prolongando-se até o cosmos. Essa sequência culminante da batalha pelo Ether é o show de efeitos especiais que justifica a superprodução, com Thor tendo a mão cortada por Loki, numa reviravolta cruel e surpreendente.

No primeiro filme, o empenhado Kenneth Branagh, levando Hollywood a sério, conseguia transformar o universo de durepoxi da Marvel num blockbuster com ressonâncias shakespearianas. Nessa sequência ridícula, Taylor, egresso da TV (Game of Trones), conforma-se às regras anti-intelectuais do blockbuster e ao universo irracional e truculento da Marvel.

Difícil imaginar maiores bobagens que as que os roteiristas reuniram no filme. E como se elas não bastassem, quando Loki demonstra seu poder de mutação, convertendo Thor na guerreira Sif (Jaimie Alexander) e a si mesmo em Capitão América (Chris Evans), “herói da Marvel que enlouquece a todos”, o filme se torna paródia de si mesmo, fazendo propaganda do blockbuster concorrente aliado. Triste ver astros e estrelas pagando mico em divertissements da nova Hollywood de esquerda, cuja moral se resume a: “take the money and run”.

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