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MIKE NEWELL

Prince of Persia

Prince of Persia: The Sands of Time (Príncipe da Pérsia, EUA, 2010, 116′, cor, fantasia). Direção: Mike Newell. Com Jake Gyllenhaal (Dastan), Gemma Arterton (Tamina), Ben Kingsley (Nizam), Alfred Molina (Sheik Amar). Dastan, um menino órfão e mendigo, furta maçãs no mercado e pula como um macaco para escapar à punição islâmica de ter a mão cortada. Sua coragem impressiona o Rei da Pérsia, que o adota como filho. Crescido, o Príncipe Dastan pula como um macaco e ama o pai e os dois irmãos acima de tudo. Mas é envolvido numa trama diabólica que o coloca contra a família real, que pensa que ele causou a morte do pai. Descobre-se, mais tarde, que tudo foi obra de seu tio Nizam, que ambiciona possuir uma adaga mágica que se encontra na Cidade Sagrada de Alamut, protegida pela Princesa Tamina, a guardiã do templo. A adaga mágica tem o poder de fazer o tempo retroceder. Quem manipular esse poder controlará o mundo… Mas a adaga só funciona quando seu cabo em forma de ampulheta é preenchido com uma areia especial. Para obter a adaga, Nizam adestra secretamente terríveis Hassassins com poderes sobrenaturais e inventa que a Cidade Sagrada de Alamut desenvolve armas de destruição em massa, levando o Rei da Pérsia a invadi-la. A fantasia do filme bate num liquidificador toda a complexidade política atual do Oriente Médio: a invasão da Cidade Sagrada de Alamut metaforiza a invasão do Iraque sob a falsa alegação da posse de armas de destruição em massa; a escavação do poço de areia especial ordenada por Nizam metaforiza o enriquecimento ilícito de urânio pelo Irã; o poço radioativo prestes a explodir metaforiza o programa nuclear iraniano; a adaga mágica  metaforiza a bomba atômica; os  Hassassins metaforizam o terror islâmico; etc. Com metáforas confusas e medíocres, música bombástica, personagens feitos de borracha, o filme resulta infantil e primário. Transpondo para a tela um conhecido videogame, os roteiristas  arrastam para a película o universo irracional e tolo, piegas e saturado de clichês dos jogos animados. Custa-nos acreditar que tenha sido dirigido pelo mesmo Mike Newell do belíssimo Enchanted April (1992).

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