Arquivo do mês: janeiro 2014

2013 in review

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 13,000 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 5 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

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PETER JACKSON

5A0

The Hobbit: The Desolation of Smaug (O Hobbit: a desolação de Smaug, 2013). Direção: Peter Jackson. Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens e Guillermo del Toro.

Segunda parte, depois de The Hobbit: The Unexpected Journey (The Hobbit: uma jornada inesperada, 2012), da nova trilogia de Jackson passada na turbulenta Terra-Média, numa adaptação de O Hobbit (1937), de J. R. Tolkien.

Doze anões (Balin, Bifur, Bofur, Bombur, Dori, Dwalin, Fili, Gloin, Kili, Nori, Oin, Ori), liderados por Thorin (Richard Armitage) e secundados pelo corajoso hobbit Bilbo Bolseiro, que agora detém o anel “precioso”, que o torna invisível, tentam retomar a terra natal dos anões, dominada por forças malignas.

Kili (Aidan Turner), o anão mais alto e bonito, conquista a elfa Tauriel (Evangeline Lilly), para desgosto do elfo Legolas (Orlando Bloom), que a deseja. O mago Gandalf (Ian McKellen) enfrenta o demônio, que anula seus poderes. E tentando matar o Dragão (Benedict Cumberbatch), os anões só conseguem levá-lo a desejar destruir a cidade ao pé da Montanha Solitária.

Curiosidade: para dar movimento ao Dragão (via mocap), Cumberbatch comprimia pernas e pés e se arrastava no chão apoiado nos cotovelos usando as mãos como garras, enquanto articulava pescoço e ombros de forma exagerada.

O filme é longo – três horas – mas tem sequências muito boas: o ataque das aranhas gigantes, as diversas lutas contra os orcs, o despertar do Dragão, que se comprazia em permanecer adormecido, sob os tesouros que forravam o castelo.

O universo mítico de Tolkien evoca O anel dos Nibelundos, do antissemita Richard Wagner: o tesouro enterrado, o dragão, os heróis guerreiros, o dom da invisibilidade, o anel mágico forjado pelo anão Alberich com o ouro roubado do Reno…

No filme, os anões são mercadores feios, narigudos, mas teimosos e inteligentes. Eles representam os judeus. Seu povo foi exterminado e agora os últimos sobreviventes tentam retomar sua terra natal, saqueada pelo Dragão e ocupada por demônios.

Os elfos são os Nibelungos do ideal wagneriano, o povo germânico que carrega o estandarte protonazista de Força & Beleza, com seu discurso de exaltação à pureza. Os orcs evocam os hunos, guerreiros asiáticos, horrendos, sem escrúpulos.

A fantasia de Tolkien tenta reconciliar judeus e germanos, tornando os anões e os elfos inimigos, mas nem tanto: eles se aliam e se revelam heroicos no campo de batalha, ao contrário do que ocorre na obra de Wagner, onde o mal representado por judeus e hunos precisa ser destruído pelos Nibelungos.